Como é difícil doar!

Já foi mais fácil ajudar no Brasil. Quantos livros deixei na biblioteca de Guarulhos, quantas cestas básicas ajudei a rechear, era tudo mais simples: você doava, a entidade agradecia. Mas os tempos mudaram.
Acabei de ler no site de uma biblioteca famosa do município de São Paulo, que restringe os títulos a serem recebidos: eles vetam livros de faculdade, apostilas de cursinho, livros de auto-ajuda… Sempre achei que o melhor de uma biblioteca era ter o máximo de gêneros literários! Não consigo entender o porquê dessa cláusula. Muitos não tem condições de comprar um Atlas de anatomia do Sobbota, por exemplo.
Não consegui encontrar nenhum abrigo de cães perto de casa. Estou com uma ração que meu cachorro não curtiu, e ao telefonar para um “abrigo”, me informaram que era um telefone residencial, e que a pessoa levaria para os cães. Ora, e se EU quisesse ver os cães, alimentá-los e divulgar os animais para adoção, não rola? E outra, quem me garante que a ração iria realmente para cãezinhos abandonados?
Jogando no google, vi que a maioria dos abrigos não divulga endereço. Alguns divulgam, mas não permitem visitas(qual seria o motivo?). Os que permitem visitas ficam no interior de São Paulo.

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5 respostas para Como é difícil doar!

  1. Tatiana disse:

    Nossa!
    Meu, tenta entrar em contato com o “clube do vira latas” que tem perfil no facebook, e o “projeto ceu”, que faz feiras de adoção na Paulista aos domingos. Ou então o “Matilha Urbana”. Tem o link pro blog deles no meu blog.
    Quanto às bibliotecas, sem comentários. Também achei que deveriam ter a cabeça mais aberta. Veja com a Creche Coração Materno, do Centro Espírita Irmão Itajubá, se estão precisando.

    Agora estou ficando intrigada com essa impossibilidade de visitar os abrigos de cães… Como assim, não permitem visitas???

    • Paulinha disse:

      Pois é Tati… dizem-se abrigos, mas quando você fala que vai doar ração, falam deixa aqui em casa que eu levo no abrigo (interessante que vendem camisetas e disponibilizam contas correntes para depósito, mas não disponibilizam endereço nem postam fotos do local). O outro coloca no site que não permite visita. Conclusão: doei para uma família de cães na USP mesmo, rs. Mas vou anotar as entidades que você passou, obrigada!A creche do Itajubá tem site ou telefone?

  2. Paulinha, agora que descobri esse post, espero que vc veja este comentário. Eu faço parto do Matilha Urbana, não temos abrigo de animais mas aceitamos doações que encaminhamos para protetores independentes. Os abrigos e entidades protetoras de animais em geral não divulgam os endereços nem permitem visitas porque, para cada visita ou doação de ração, dezenas de animais são abandonados na porta do local. Fui voluntária do Quintal de São Francisco, que tinha um abrigo num local conhecido, chegaram a achar 19 animais abandonados lá na porta numa única manhã. Na UIPA é comum jogarem animais por cima dos muros, pela manhã há cães de patas quebradas e gatos que foram jogados dentro de canis e mortos. Ninguém quer fazer sua parte, ninguém quer castrar e abrigar o animal até arrumar um lar para ele. As pessoas vão viajar, casam, descasam, têm filhos, mudam de casa, enjoam, tudo é motivo para descartar o animal. Se há um abrigo “fácil”, despejam o animal lá. A Suipa, no Rio de Janeiro, é uma ong à moda antiga: endereço conhecido e aceita qualquer animal que deixem lá. Saem carrinhos com dezenas de animais mortos de lá todos os dias, o cenário é de campo de concentração: poodles com roupinhas, cães idosos e cegos, filhotes, todos são simplesmente despejados no meio de outros e não sobrevivem à disputa por espaço e comida, às brigas, à tristeza. Outro motivo para restringirem as visitas é que alguns locais não dispõem de canis com baias separadas; nesses locais, os animais vivem em grupos onde existem papéis definidos de líder e subordinados, reina um equilíbrio precário no bando. Quando aparecem pessoas desconhecidas agradando os animais e fazendo festa, há um desequilíbrio de cheiros e emoções e é comum saírem brigas horríveis. Em geral o cachorrinho menorzinho e mais manso que o visitante mimou pelo meio do alambrado amanhece morto pelos demais. É cruel, mas é o que acontece, e a culpa é 100% dos humanos. Beijo!

    • paulauema disse:

      Marta, obrigada por postar! O que é esse lado cruel do ser humano, que descarta cães no primeiro abrigo que encontram…Eu olho para meu cachorro e vejo um integrante da família, infelizmente nem todas as pessoas enxergam assim, né?
      Quem sabe um dia teremos uma legislação forte para que a posse responsável seja levada a sério. Bj

      • Paula,
        Mas nem legislação resolve o problema do abandono. O que precisa mudar é a mentalidade das pessoas, mesmo. Porque já ouvi histórias de países com leis severas contra o abandono em que os animais são chipados e algumas pessoas simplesmente jogam os animais no mar ou os abandonam em florestas distantes, para poderem alegar que foi um acidente. Meu pai sempre dizia que quando a pessoa presta, não precisa de lei, e quando não presta, a lei não adianta. Lógico que uma lei mais severa ajuda, mas parece que a crueldade está entranhada nas pessoas, é um horror. Obrigada pela resposta! Beijo,

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